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junho 19, 2009

O maior dos diplomatas portugueses actuais


E sim, eu sei que o Durão Barroso será reeleito...e para quando um primeiro-ministro Serra d'Aire? Saíria muito mais barato aos bolsos dos contribuintes...e seria fascinante servir-se granulado nos jantares oficiais de S. Bento. Paralelamente, poderíamos afirmar Portugal como uma democracia muito mais desenvolvida que a americana. Se, recentemente, os americanos (democratas) tiveram que escolher entre um africano e uma mulher, deveria ser dada aos portugueses a possibilidade de escolha entre um Serra d'Aire e um Porco Alentejano. Ou, num futuro próximo, entre uma abetarda e um lince da Malcata...

abril 07, 2009

Pipi e Caracóis

Menina Bonita Com tranças de trigoSorrindo à janelaVem cantar comigoOs homens fizeramUm acordo finalAcabar com a fomeAcabar com a guerraViver em AmorVou levar-te comigoVou levar-te comigoVou levar-te comigo meu irmãoVou levar-te comigoOlá companheiroDo fato rasgadoNão estendas a mãoFoge do passadoOs homens fizeramUm acordo finalAcabar com a miséria Acabar com a guerraViver em amorVou levar-te comigoVou levar-te comigoVou levar-te comigo meu irmãoVou levar-te comigoOlá avozinhaPoetas pastoresEstudantes ministrosRameiras doutoresOs homens fizeramUm acordo finalAcabar com a fomeAcabar com a guerraViver em amorVou levar-te comigoVou levar-te comigoVou levar-te comigo meu irmãoVou levar-te comigo

março 12, 2009

Recordações de Infância ou

Volto à companhia dos nossos seguidores com uma proposta de análise livre a este texto, intitulado "Senta-te aí (rapaz)" é da autoria de João Pedro Pais, esse jovem produto das escolas de Pina Manique e músico pelo qual nutro algum respeito. Acho até que é um exemplo para todos os outros que também sofrem no corpo esse flagelo genético que é o nanismo. Felizmente, sofrem menos. É uma dor mais pequenina.
Franzi o sobrolho à utilização dos parêntesis a apertar o "rapaz". Mas a minha mente é purulenta, ignorem.

Senta-te aí (rapaz)

Troca as voltas
dá meia volta
Muda de lugar
Acende a luz para nao cair
Para nao tropeçar
Dizem que és filho de toda a gente
e a vergonha que nao tens
Todos diferentes
tudo boa gente
Homens da mesma mãe

Somos um pouco de todo este céu
Andamos julgados e escondidos como réus

Rfrão:

Senta-te aí rapaz,
Senta-te aí
Aí nesse lugar
Senta-te aí rapaz
Senta-te aí
Podemos conversar

A vezes no silêncio de tudo que se move e nao sevê
Guardados estão os livros que a gente gosta mas nunca lê
Falamos do futuro e do que há pr'a fazer

Os sonhos trocam de horas
e as horas de amanhecer

Somos um pouco de todo este céu
Andaos julgados e escondidos como réus

Refrão: 3x

Senta-te aí rapaz,
Senta-te aí,
Aí nesse lugar


Senta-te aí meu rapaz,
Senta-te aí,
Podemos conversar

outubro 24, 2008

"-Chrissy, he's fucked up!"

Antes violência gratuita que ter que pagar por ela...

outubro 17, 2008

Curso intensivo de alemão

Como é que este homem fez uma coisinha como a Natassja é que ainda estou para saber...

setembro 18, 2008

Na rua


Ninguém por certo adivinha
como essa Desconhecida,
entre estes braços prendida,
jurava ser toda minha…

Minha sempre! – e em voz baixinha:
- «Tua ainda além da vida!...»
Hoje fita-me, esquecida
do grande amor que me tinha.

Juramos ser imortal
esse amor estranho e louco…
E o grande amor, afinal,

(Com que desprezo me lembro!)
foi morrendo pouco a pouco,
como uma tarde em setembro…

Manuel Laranjeira, Commigo: versos d'um solitário, Porto : Typ. Fonseca & Filho, 1912.

agosto 12, 2008

A loira

A loira vai-se casar, mas o noivo não sabe que ela já não é virgem...

Para não o decepcionar na lua-de-mel, resolve perguntar a uma amiga o que deveria fazer. A amiga deu-lhe a ideia de, antes do sexo, ela pedir-lhe para ir à casa de banho enquanto se arranja para ele e, nessa altura, substituir o hímen por um pequeno balão.

Aceitando a sugestão, na hora H a loura pede ao marido que vá à casa de banho enquanto ela se prepara para ele. Quando ele regressa ao quarto, ela já está pronta em cima da cama, com uma pose sensual, à espera. O marido entra com os preliminares e, na altura da penetração, ouve o pequeno estouro. Ele assusta-se, interrompe o acto, olha para o pénis e fica estático. Ela imediatamente pergunta: 

- Que houve, amor? Nunca viste um hímen?? 

O marido responde:

- Sim, mas nenhum que dissesse FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

julho 14, 2008

Abriu a época de caça na Quinta da Fonte

Para quem esteve atento aos frescos eventos de fogo de artifício num bairro periférico da periferia de Lisboa (o que o situa entre o Burkina-Faso e o Burundi), devem ser destacados alguns itens. Em primeiro lugar, que processo leva a que duas minorias étnicas, as quais os media insistem em apontar como naturalmente propensas à criminalidade (contrariando a opinião abalizada de Michel de Montaigne, erroneamente atribuída a Jean-Jacques Rousseau no que toca ao "bom selvagem"), em especial à criminalidade violenta, falhem tantos tiros? Se o leitor reparar com atenção, pode entrever o total desperdício de munições ao longo do filme. Pior, como é que grupos étnicos que treinam numa carreira de tiro desde a vida intra-uterina (informação corroborada por alguns prestigiados órgãos de comunicação social) disparam uma quantidade tão elevada de chumbadas às paredes? É a total descredibilização do mito urbano que associa a coloração da tez à facilidade em manusear armas de fogo. Mais grave, as movimentações das várias equipas tácticas no teatro de operações revelaram um amadorismo proverbial, assemelhando-se a um agrupamento de vizinhos desavindos entendendo-se reciprocamente ao zagalote. Não admira que os portugueses sejam dos povos menos qualificados da Europa. Para suportar esse triste facto bastou assistir ao incompreensível espectáculo emitido a partir da Quinta da Fonte. "Much ado about nothing" diria Shakespeare. Um verdadeiro evento de pirotecnia inofensiva do qual resultaram apenas nove feridos. O ratio tiros disparados/vítimas efectivas foi mais baixo que o índice de produtividade da função pública numa manhã de Segunda-Feira. É revoltante falar de qualificação num país no qual, do universo total de homicídios, apenas uma tangencial franja se refere a homicídios qualificados. Contudo, o actual escriba deposita as maiores esperanças no programa Novas Oportunidades. Talvez estimule a pontaria dos pretos e ciganos de forma a que, da próxima vez que se tornem notícia, seja por uma precisão de criar inveja aos snipers do Marine Corps. One shot, one kill. Mas que isso se desenrole no bairro "deles"...


julho 11, 2008

Afinal, os autores são mais saudáveis do que eles próprios imaginavam

Quando os autores estimavam ser este um dos piores blogues de todos os tempos, encontraram isto. Se, na declaração inicial de intenções, os correntes dactilógrafos frisaram veementemente que nunca tinham lambido tampões previamente utilizados, o responsável pelo supracitado blog redigiu o seguinte soneto:

"Chupando absorvente íntimo usado

Revirando a lixeira do banheiro
Com critério e com máximo cuidado,
Eu encontro papéis por todo lado,
Todos sujos de bosta por inteiro.

E eu encontro também, muito altaneiro,
A gostosa surpresa de bom grado:
Um absorvente todo ensangüentado
Que eu coloco na boca, bem ligeiro.

O absorvente que estava na vagina
De alguma formosíssima menina
É gostoso e me faz enlouquecer.

Todo o sangue do mênstruo feminino
Eu engulo com sede de menino:
Todo absorvente eu chupo com prazer."

Já agora, se os dilectos leitores quiserem aceder às maiores bases de dados pessoais da Internet, este será um bom ponto de partida.

julho 09, 2008

Para bom entendedor, meia palavra basta

A presente curtíssima metragem apresenta a reacção de uma idosa senhora ao trailer do mediatizado filme Hungry Bitches (realizado pelo prestigiado Marco Villanova). Os fotogramas em questão fundem-se numa cena em que duas mulheres interagem mutuamente, em especial a partir do momento em que uma das jovens defeca abundante e consistentemente para uma taça de gelado. Depois, ambas se deliciam com o recém-nascido petisco (dado à luz pelo orifício convizinho ao entrefolhos feminino), ao qual é posteriormente adicionado vómito. Na sinopse, as fezes e o vómito encontram-se eufemizados pela expressão "warm meal", remetendo para uma espécie de menu de degustação fecal, tão na moda em determinados círculos (com particular destaque para a febre "gourmet" que assombra a cretina classe média autóctone). A partilha do cagalhão é apresentada como um gesto de amor verdadeiro, que instila a mais seráfica ternura ao espectador. Neste caso, a locução "vai comer merda" adquire um significado muito particular. Olhando bem para a coisa, imagine o caro leitor quantas refeições seria possível realizar com uma única ingestão de alimento. Um verdadeiro incentivo à poupança, tal como a senhora que era tão poupadinha, tão poupadinha, tão poupadinha, que guardava o período para confeccionar arroz de cabidela. Noutro nível de leitura, a avozinha defende que o neto deveria "falar com alguém"...Os autores também, conquanto não seja com eles.

junho 29, 2008

Neste filme nada se aproveita

As legendas castelhanas a amarelo dão um certo toque de cosmopolitismo serôdio à coisa, mas não consigo referir um único aspecto positivo acerca disto. Porém, um playback legendado noutra língua dá um distintivo encanto a esta superlativa canção, interpretada por um verdadeiro estilista da popular music. Se existissem mais artistas como Manilow, o mundo seria insuportável e Nietzsche estaria errado ao proferir "Ohne Musik wäre das Leben ein Irrtum" (tradução livre - sem música a vida seria um erro, Götzendämmerung oder Wie man mit dem Hammer philosophirt, Verlag von C. G. Naumann, 1889).