Mostrar mensagens com a etiqueta Alfinetes de peito. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alfinetes de peito. Mostrar todas as mensagens

agosto 17, 2008

Observação muito sábia

Esta foi roubada de forma assumida e simpática deste local absolutamente fascinante:

Shrewd observer"You've had way too much cock in your mouth to be vegan."

julho 14, 2008

Porto de Leixões

Diariamente, ronda pelas imediações do Porto de Leixões uma personalidade insigne. Talvez pescador retirado, passeia a camisa aos quadrados e o boné náutico pela cidade, por vezes interrompendo o percurso apenas para atestar o depósito com combustível de alta octanagem. De reconhecimento imediato pelo andar serpenteado e pelo nariz vermelho, deambula pelas ruas sem rota definida. Contudo, há momentos em que o seu rosto se ilumina e os olhos embaciados pelos vapores do álcool reluzem. Um pouco como quando se acena um Big Mac a uma romena faminta a troco de uma valente brochada. (Serve este parêntesis para o autor descartar a responsabilidade em qualquer acto desse soez intento. Não foi um Big Mac, mas sim um Double Cheesburger, passe a publicidade ao fabricante, e não era romena, mas sim moldava, como esta veio a posteriormente explicar enquanto gargarejava com Tantum Verde - este texto deveria ser subsidiado graças a um sábio product placement. As confusões que uma pessoa faz em relação à fast food!) Quando algum transeunte distraído a carregar uma guitarra às costas se cruza com o etilizado druida, este atira de imediato: "-Bob Dylan!" ou, em dias bons, "-Jimi Hendrix!". Contudo, a entoação aponta para uma sincera veneração por esses músicos. Em outras ocasiões, aborda-os com um discurso motivacional, ao melhor estilo Eusébio ("-vontade de querer!"), mas sem tremoços, esses crustáceos fugidios que teimam em escapulir-se se uma pessoa aperta demais. No fundo, são como a ejaculação. O Panoramix, cheio da poção mágica, movimenta-se encarnando o papel de dono do passeio e com tal jactância que me infunde grande respeito. Semanalmente, reflicto no interesse em traçar uma história do indivíduo. Um perfeito alcoólico, crescido nas décadas de 60 e 70 e cujo perfil aponta para alguém que deve ter calcorreado meio mundo antes, durante e depois de decidir navegar dentro de uma garrafa de cerveja, para não mais sair. Nem com GPS. Este é, definitivamente, um exemplo a reter sobre os malefícios da pesca.

julho 04, 2008

Saída nocturna

Esta historinha ocorreu numa cidade raiana não identificada, dada a conhecer por Paco Bandeira e pelas ameixas. Um senhor contínuo (actualmente promovido a Auxiliar de Acção Educativa), bastante reconhecido pela sua polidez e temperança, decidiu sair para a noite. A modorra e o tédio colavam-se-lhe ao corpo e espírito como película aderente. Encharcou-se em Old Spice e dirigiu a sua Zundapp para a cidadela-fortaleza. Entrado no dédalo urbano, inicia a busca de um passatempo nocturno. Absolutamente desprevenido, encontra uma peregrina da calçada, no seu vaivém pelo passeio. Entabula uma conversa casual e desinteressada, onde expõe os seus almejos de diversão, contanto que seja na rua, pois não dispõe de um fundo de maneio que lhe permita suportar estadias (mesmo que horárias). Discutiu com ela os serviços e os emolumentos correspondentes, tendo principiado a transacção. A meretiz transitou, à velocidade da queda, de peregrina a pé a peregrina de joelhos, esforçando-se para cumprir o contrato outorgado. Tarefa ingrata, viver de joelhos e com uma pila a tresandar de Old Spice na boca. Ao menos, um Calvin Klein ou Hugo Boss, que sempre demonstram alguma classe, apesar do ardor que causam na glande. Um pormenor quase insignificante maliciosamente ocultado pelo narrador até este ponto, mas do qual depende o desenrolar da acção dramática: a senhora padecia de uma enfermidade designada por epilepsia. No mais imprevenido dos momentos possíveis, iniciou-se o ataque e a doente ferrou com uma enérgica trinca o membro viril do supra-citado contínuo. Tal como certas raças de caninos, a prostituta mordeu e não largou. Este facto serve para ilustrar que, tal como os cães, algumas mulheres deveriam ser incluídas na lista de animais perigosos. O senhor ficou de tal forma agarrado à dentição da propiciadora de um prazer masoquista que urrou e uivou uma quantidade infindável de imprecações. A fornecedora de serviços encontrava-se de tal modo presa à fragância do Old Spice peniano que, no esforço do desabrochar (ou seja, libertar o utente da dentária ratoeira), foi necessário arremessar um rombo calhau da calçada bem na pinha da enferma. Caro leitor, esta narração encontra aqui o seu término. Contudo, presuma que o final não terá sido: e viveram felizes para sempre...