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junho 17, 2009
junho 14, 2009
junho 08, 2009
junho 06, 2009
Hino de Duran

(Mãos de Edmundo Pedro, fotografadas por José Goulão)
Se tu falas muitas palavras sutis
E gosta de senhas sussurros ardís
A lei tem ouvidos pra te delatar
Nas pedras do seu próprio lar
Se trazes no rosto a contravenção
Muambas, baganas e nem um tostão
A lei te vigia, bandido infeliz
Com seus olhos de raios X
Se vives nas sombras frequentas porões
Se tramas assaltos ou revoluções
A lei te procura amanhã de manhã
Com seu faro de doberman
Se pensas que burlas as normas penais
Insuflas agitas e gritas demais
A lei logo vai de abraçar infrator
com seus braços de estivador
(Chico Buarque, Ópera do Malandro, Rio de Janeiro: 1978).
junho 03, 2009
maio 19, 2009
maio 16, 2009
maio 13, 2009
Qual é que é o tom?
Numa ensolarada tarde, um grupo de jovens (não confundir, por favor, com Escuteiros ou aglomerados de cariz paroquiano) encontrava-se a demonstrar as suas destrezas musicais a la intervalo de liceu, sentado nos confortáveis bancos de uma praça pública. Sorrateiramente, aproximou-se um camarada que logo pegou na guitarra e, dedilhando as suas cordas, inquiriu: "-Qual é que é o tom?" Silêncio gélido...O senhor repete o acorde e volta a perguntar: "-Qual é que é o tom?" Nesse momento, alguns dos mais musicalmente dotados (pelo menos de acordo com as suas próprias cabeças, as quais seriam muito úteis para pregar pregos, mas não para a capacidade alargadamente designada por raciocínio) tentam adivinhar e não acertam. O avaliador retruca: "-Então vocês andam aí a tocar e não sabem nada?" É preciso ter bem presente que os "guitarristas" ou guitarreiros encetaram um aturado processo de formação com o cura de aldeia, indivíduo mais interessado em política e em desempenhar a árdua função de capelão da família aristocrática do burgo do que em realizar um efectivo trabalho com as comunidades locais. Essa "escola" permitiu aos "músicos" dominar uma panóplia de cerca de seis acordes, os quais repetem até à actualidade (e exaustão), passados cerca de 15 anos. Contudo, poderão argumentar que, dados os requisitos musicais do repertório interpretado, não sentiram necessidade de acrescentar os conteúdos transmitidos, por via oral, pelo padreca. É fascinante como indivíduos que acabaram o liceu há mais de 10 anos não consideram ridículo "interpretar" e "compor" ao melhor estilo Mafalda Veiga. Aqui abro uma excepção para João Pedro Pais que, apesar de ter terminado a Casa Pia na equipa de luta greco-romana e sem ter que recorrer a fraldas (tarefa duplamente difícil, visto que dois homens musculados e suados vestidos de maillot a agarrarem-se selvaticamente numa instituição que albergava práticas pedófilas homossexuais permanece a este autor uma actividade suscitadora de suspeitas) tem uma estatura física de um aluno de liceu. Valha aos "guitarristas" a surdez colectiva e congénita dos co-habitantes da vilória, que os apoiam no matter what. No fundo, o interprelador encontrava-se coberto de razão ao afirmar que eles não tocavam um caralho. Contudo, por várias madrugadas uma maldição abateu-se sobre a sua casa e, misteriosamente, o seu sino/campainha repicava fortemente como que a perguntar: "-Ó Pá...qual é que é o tom?"

maio 12, 2009
maio 09, 2009
abril 27, 2009
março 12, 2009
Recordações de Infância ou
Volto à companhia dos nossos seguidores com uma proposta de análise livre a este texto, intitulado "Senta-te aí (rapaz)" é da autoria de João Pedro Pais, esse jovem produto das escolas de Pina Manique e músico pelo qual nutro algum respeito. Acho até que é um exemplo para todos os outros que também sofrem no corpo esse flagelo genético que é o nanismo. Felizmente, sofrem menos. É uma dor mais pequenina.
Franzi o sobrolho à utilização dos parêntesis a apertar o "rapaz". Mas a minha mente é purulenta, ignorem.
Senta-te aí (rapaz)
Troca as voltas
dá meia volta
Muda de lugar
Acende a luz para nao cair
Para nao tropeçar
Dizem que és filho de toda a gente
e a vergonha que nao tens
Todos diferentes
tudo boa gente
Homens da mesma mãe
Somos um pouco de todo este céu
Andamos julgados e escondidos como réus
Rfrão:
Senta-te aí rapaz,
Senta-te aí
Aí nesse lugar
Senta-te aí rapaz
Senta-te aí
Podemos conversar
A vezes no silêncio de tudo que se move e nao sevê
Guardados estão os livros que a gente gosta mas nunca lê
Falamos do futuro e do que há pr'a fazer
Os sonhos trocam de horas
e as horas de amanhecer
Somos um pouco de todo este céu
Andaos julgados e escondidos como réus
Refrão: 3x
Senta-te aí rapaz,
Senta-te aí,
Aí nesse lugar
Senta-te aí (rapaz)
Troca as voltas
dá meia volta
Muda de lugar
Acende a luz para nao cair
Para nao tropeçar
Dizem que és filho de toda a gente
e a vergonha que nao tens
Todos diferentes
tudo boa gente
Homens da mesma mãe
Somos um pouco de todo este céu
Andamos julgados e escondidos como réus
Rfrão:
Senta-te aí rapaz,
Senta-te aí
Aí nesse lugar
Senta-te aí rapaz
Senta-te aí
Podemos conversar
A vezes no silêncio de tudo que se move e nao sevê
Guardados estão os livros que a gente gosta mas nunca lê
Falamos do futuro e do que há pr'a fazer
Os sonhos trocam de horas
e as horas de amanhecer
Somos um pouco de todo este céu
Andaos julgados e escondidos como réus
Refrão: 3x
Senta-te aí rapaz,
Senta-te aí,
Aí nesse lugar

Senta-te aí meu rapaz,
Senta-te aí,
Podemos conversar
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