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maio 05, 2009

The Man Who Planted Trees

Como última homenagem, afixo aquele que me disseste, com a tua habitual bonomia e polidez, ser o teu favorito. Obrigado por tudo, Vasco, e hasta siempre...

(Frédéric Back, The Man Who Planted Trees, 1987)

maio 04, 2009

Adeus, amiguinhos...


Vasco Granja (10 de Julho de 1925 - 4 de Maio de 2009)

outubro 17, 2008

Curso intensivo de alemão

Como é que este homem fez uma coisinha como a Natassja é que ainda estou para saber...

outubro 15, 2008

Descobri um filme

Withnail and I, Bruce Robinson, 1987

setembro 19, 2008

Uma sequência cinematográfica extraordinária

Michelangelo Antonioni, Professione: reporter, 1975

junho 25, 2008

Mihi irruma et te pedicabo

Um requesto frequente por parte de uma caterva de ávidos leitores tem sido textos que comportam três elementos: qualidade, religiosidade e locuções latinas. No que toca ao primeiro aspecto, os autores afirmam que, ao contrário de outros espaços, remetem, exclusivamente, para textos de qualidade superior ao próprio blog (o que, aparentemente, se traduz num manancial inesgotável de obras). Quanto à religiosidade, este fórum pretende publicitar uma perspectiva agnóstica, senão blasfema. Consequentemente, torna-se explicável  e verosímil a ausência de artigos desse teor (apesar da esfumada e rebuscada alusão à Opus Dei no último texto publicado). Realmente, os autores acusam o toque (linguagem esgrimística ou de Declaração Amigável) em relação às expressões latinas. Daí o devir do título do presente artigo, que, livremente vertido para língua portuguesa significa: faz-me um broche e eu enrabo-te. Ou, colocado de forma mais erudita: pratica sexo oral comigo, que eu retribuo com a introdução da minha verga pelo teu orifício anal acima. Tradução a meio-termo: faz-me um fellatio (a mais prazenteira locução latina), que eu rasgo-te o esfíncter à martelada. Expressão unissexo, que demostra a liberalidade de costumes, quer da Roma Antiga quer dos latinistas posteriores, a Igreja Católica. Neste caso em particular, os autores defendem o recurso a dois sexos diferentes e a uma distribuição específica de papéis nessa prática, reforçando a asserção náutica de que não atracam de popa. De forma a incluir textos de qualidade, de vincada edificação religiosa e abundantes em expressões latinas bíblicas, fica o elo para as primeiras edições dos Sermões de Padre António Vieira. Figura central na afirmação da dinastia de Bragança enquanto poder régio em Portugal e incansável defensor dos direitos das minorias brasileiras face à colonização. De tal forma que o presente autor, apesar de não dispôr de óculos de massa nem frequentar a ZDB (uma dolorosa declaração de interesses, tal como é requerida pelos mais conceituados órgãos de informação - Público, Diário de Notícias e Maria), assistiu ao filme de Manoel d'Oliveira sobre o prelado (Palavra e utopia, Madragoa Filmes, 2000). O traço que suscita maior preocupação é o conflito de cânones entre a apreciação individual do presente escrevinhador e a vox populi (olh'á expressão latina fresquinha!) concernente à obra do velho e rijo realizador. Para citar o próprio Vieira nas obras para as quais encaminhamos o estimado leitor: "A cegueira que cega cerrando os olhos, não é a maior cegueira; a que cega deixando os olhos abertos, essa é a mais cega de todas: e tal era a dos Escribas e Fariseus. Homens com os olhos abertos e cegos. Com olhos abertos, porque, como letrados, liam as Escrituras e entendiam os Profetas; e cegos, porque vendo cumpridas as profecias, não viam nem conheciam o profetizado".


 

junho 02, 2008

Early afternoon tampaxes

A insuficiência de materiais educativos destinados às crianças neste espaço é gritante. Esse facto levou-nos a tentar suprir essa lacuna. Tendo em conta o celeuma originado há algum tempo pela TLEBS (Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário) e, menos distanciadamente, pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, os autores entendem que o seu papel na preservação e difusão da língua (portuguesa, inglesa, francesa, de vaca ou vitela) implica a assumpção de posições de conteúdo pedagógico. Dessa forma e à semelhança de um programa de televisão, disponiblizamos uma sequência videográfica didáctica versando algumas expressões basilares da Língua Portuguesa (sim, em maiúsculas, pois o português não é coutada particular de Vasco Graça Moura) com as quais esperamos educar os petizes mais vivazes. Quanto às outras crianças, queremos, sincera e visceralmente, que se fodam (este período não deve ser interpretado com qualquer intenção de promoção da pedofilia e os autores recusam a responsabilidade num eventual ilícito instigado pela leitura do mesmo). Ponto final, paragraphe!

maio 31, 2008

Palmas e Bacalhau

A recente estreia de um filme centrado na apresentação de modos de excitação sexual palmar promovidos numa cidade inglesa relembrou-me uma das mais intrigantes receitas da culinária portuguesa. Este texto não revela nenhum tipo de obsessão cultivada pelo autor em torno do universo da gastronomia, mas uma prossecução dos conselhos publicados por Mestre Camilo em Coração, Cabeça e Estômago (Lisboa, Parceria de António Maria Pereira, 1862). A receita que nos irá ocupar denomina-se "Pívias de Bacalhau":

Ingredientes: 

2 postas de lombo de bacalhau 
1 cebola média
azeite
vinagre
agrião 
azeitonas 

Preparação: Desfiar duas postas do lombo do bacalhau devidamente demolhadas, lavar bem com água fria e estender numa travessa. Cortar em palitos uma cebola média. Misturar e regar com azeite e umas pingas de vinagre. Servir frio acompanhado de salada de agrião, broa e azeitonas.

(retirada de www.saborosas.com)


Primeira questão: em qual dos passos se encontram semelhanças com algum acto de teor masturbatório? Ou será esse o segredo de revelação interdita? Atenhamo-nos com algumas meditações. Primeira, como é que se processará a masturbação num peixe? Se Deus Nosso Senhor, na sua infinita graça e bondade, quisesse que os bacalhaus se masturbassem, não lhes teria dado barbatanas. Aliás, duvido sinceramente que qualquer peixe consiga friccionar o gonopódio de modo a prolongar a satisfação até ao êxtase. Segundo ponto: recorrendo a uma perspectiva ontológica, um besugo terá a capacidade de "escamar o besugo"? Terceira questão: Quem e como se publicita a existência desse petisco em qualquer espaço gastronómico? Será que o papelinho "Há pívias" suscitará a atenção de outro tipo de clientela (ou target, em marketinguês), posteriomente desiludida com o desenrolar da sua fantasia e a frustração das expectativas? Mais grave, quem, no seu perfeito juízo profere a alto e bom som, num local público: "A minha especialidade são as pívias"? Presumo que dois perfis se enquadrem nessa resposta: mulheres ingénuas ou prostitutas experientes. Como as primeiras não existem...